Carolina

Postado em Uncategorized em Janeiro 28, 2009 por dizcomverso

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Carolina, Carolina…

Se eu pudesse te dizer deste meu amor caído nos teus braços

Que eu tenho como fosse pássaro aninhado depois de tanto voar

Como seria bonito poder te mostrar esse amor infinito

Num verso grandessíssimo que não caberia numa só vida e nunca numa A4

Mas ai, Carolina! Que este amor é daqueles que mora na alma.

Que se declara na vida vivida e nos silêncios das coisas mais profundas

Graciela

Postado em Uncategorized em Janeiro 26, 2009 por dizcomverso

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Gosto quando me banha em suores

Quando toda liquida me escorre

Dedos, lábios e seios…

Quando me invade em cheio

Até meus poros arderem prazeres teus!

 

Gosto quando no teu céu me mostra alturas nunca atingidas

E nos teus passos cria caminhos com meus.

 

Tens estas mãos delicadas que segura firme meus temores de amada

E coração desperto de vida e quereres!

Tens esta dança tão bem ensaiada que me roda e me embala sem nunca perder-me

 

Da-me teu coração adorada!

Pois não tenho palavras para cantar a doçura deste silencio intangível

Só tenho esta vida que me escapa que te implora urgente comigo…

Que me faz crer que amar é viver…

Seguindo!

 

 

 

 

CORPO PALAVRA

Postado em Uncategorized em Dezembro 18, 2008 por dizcomverso
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Quero cantar-te
Prosa
Verso
Verbete
No teu “V” verter-me toda em alfabeto
No “S” dos teus seios silenciar loucos anseios

De amante em verdade.
Quero repartir-nos em meios como silabas
A mor… a mor…
E depois quase inaudíveis
Nossos corpos…
e n t r e a b e r t o s
Ser o silencio vencido que carregas no profundo do teu incomunicável

 

Vem mãe

Postado em Mulheres em Dezembro 8, 2008 por dizcomverso

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Existia um segredo sobre aquela mulher

Eu logo percebi nos seus olhos este ardor de mundo fosco

Ela pousava mariposas nos cabelos soltos

E se vestia vespertina pela casa em sono

 

Tinha nos braços uma brancura de coisa santa

Algo de se querer enleios e não temer a morte

Nos ombros magros a pele lustrada e firme

 

Ninguém saberá quantos massacres aquela mulher suportou!

Nem quantos silêncios lhe engoliam a voz quando falava!

 

Quis voar sem dizer me

E doeu seu vôo para longe dos meus anseios.

 

Ai, quem saberá a dor do teu nome se não eu?

Na garganta engasgada com ganas de gritar…

Vem mãe!

 

Amor de bonecas

Postado em Uncategorized em Novembro 26, 2008 por dizcomverso

 

 

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Eu cresci numa rua onde a maioria das crianças eram meninos. Fora eu só tinha mais duas que, diferente de mim, (que era um piá) eram cheias de fricotes e lacinhos.

Enquanto eu corria suada com meus amigos pela rua, uma ia à casa da outra e saia de lá à tardinha, buscada pela mãe.

Não, eu não falava com elas. Éramos simplesmente de mundos opostos e nada nos fazia crer que uma comunicação entre nós fosse possível.

Mas acontece que um dia, observando a rotina delas de entrar em casa e só sair à hora marcada, comecei a me sentir atiçada pela curiosidade.

Toda vez que elas se encontravam para entrar em casa eu dava um jeito de espiar ou tentar ouvir se elas falavam de algo que poderia ser a brincadeira que lhes tomaria aquele tempo, trancadas em casa. Elas logo perceberam meu interesse, pois também agora me olhavam enviesadas. Começamos a trocar comunicação visual. Elas me olhavam com um “-o que foi?” E eu encabulava, desviava os olhos e não contava o que me acometia.

Certo dia porem, elas ousaram mais. Estava eu a beber meu Nescau quando elas me chamaram ao portão de casa.

-Oi

-Oi

-Como é teu nome?

-Gabi…

Daí então papo vai, papo vem…

-Quer brincar lá em casa?

O mistério seria desfeito!

-Sim, quero.

Entramos. A casa era grande, o chão era lustroso e exalava cheiro de alfazemas, o quarto todo em rosa e branco com retratos da menina nas paredes, do lado da cama, caídas no chão, estavam três bonecas barbies, junto com algumas roupinhas e outros tantos brinquedos da mesma coleção. Era isso então?! Peguei uma das bonecas e fiquei em silêncio com ela nas mãos. Foi à primeira vez que tive uma assim. Nossa, era uma replica perfeita de uma mulher adulta! Passei a mão nos seios ondulados de borracha macia. Olhei rápido para baixo e…Não o sexo era como o dos anjos, não tinha.A bunda era de verdade, assim como os seios.

-Olha, pode brincar com essa.

A minha boneca emprestada, claro que era a mais usada também. Tinha uns cabelos picados (quem sabe algum irmão maldoso) pensei, a cabeça meio torta para um lado. Peguei uma canetinha e pintei uma estrela vermelha bem no rosto, antes que elas se espantassem com meu feito, declarei:

-A minha é a rocker!

Elas pareceram entender, pois brincamos felizes e absortas a tarde toda. E no outro dia e depois e depois eu só quis saber das meninas por um bom tempo.

Meus irmãos indignados com minha falta nas brincadeiras de rua me faziam piadas.

-Ai que chato ficar brincando de bonequinhas.

Eu não dava bola. Minha mãe adorou a idéia! Era convidada agora para a roda de chimarrão das mães das minhas novas amigas. Enquanto brincávamos no quarto elas tagarelavam na sala, sobre os filhos os maridos, enfim…Estávamos todas femininas e felizes.

Só que um dia entendi que só eu é que não era dona de uma das bonecas. Eu não podia levar a minha pra casa, brincar com ela sozinha, criar roupinhas novas nem me interessava já que a boneca não me pertencia.

Andava triste, remoendo minha não posse de algo desejado pela casa. Resolvi então confessar para minha mãe e lhe pedir que também me desse uma Barbie. Ela disse que ia ver, apressada para ir para o trabalho.

Dias e dias e nada da minha mãe me dar a Barbie.

Pobre de minha mãe, hoje penso, trabalhava até tarde em um mercado de caixa, a grana mal dava para pagar as contas e também se me desse um presente sem ter data especial meus irmão reclamariam certamente. Mas eu não entendia assim na época, é difícil para uma criança entender tudo que se encontra entre a vontade e o presente. Apenas sentia que não deveria choramingar se ela não me dava. Mas esperava.

Um dia, já quase perdendo a esperança de ganhar, eu sentada olhando desenho, ela chega com uma caixa.

-Já vale pelo teu aniversario, ta?

-Ta mãe!

Rasguei a caixa sedenta em ver minha boneca e…Surpresa! Era um boneco, um Ken e nem era original, era falsificado do Paraguai, tinha uma roupa de toureiro com camisa branca engomada, calça preta de cintura alta, com capa e tudo.

-Filha o camelô não tinha boneca, mas disse que esse era o namorado da Barbie.

Resignei-me. Não era de todo mal a final.

E no outro dia, as meninas felizes, disputaram-me entre tapas para que eu namorasse suas bonecas.

 

 

 

 

 

Naftalina (the end)

Postado em Uncategorized em Novembro 13, 2008 por dizcomverso

 

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Eu quase não vi que nunca te encontrei se não em mim

Na minha loucura exagerada de ter. Desencontrei, eu sei.

Fartei meu peito em lirismo e joguei um amor sujo as baratas

 

Os teus ouvidos longínquos não me escutaram neste ardor

E não puderam os teus dedos sentir a minha pele nascer noites em flor

 

É triste, porem tu não tem culpas.

Também, tudo que eu fiz de mal ou bem, se encontra apenas comigo.

Quem sabe nem mesmo saiba que estou a falar de ti

 

Se, ver o meu amor que nem mesmo te toca…

Pensará: -Pobre, começa a ficar louco.

É, por pouco não fico sim.

Mas basta de engordar baratas, não é mesmo meu bem?!

E tu, com teu não saber de nada, silenciosa como o nada, dirá o fim…

 

 

Confissão na noite fria

Postado em Uncategorized em Novembro 11, 2008 por dizcomverso

 

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Noites e noites passadas dentro de meu áspero mundo só

Não consigo ver para além dos muros dos dias vindouros

Tudo dentro de mim é um fim de tarde querendo anoitecer

Tenho o amor que pedi e minha casa pra cuidar

Tenho amigos para dividir e mulheres para me saciar

Mas nas noites ásperas nada me vale, sou toda minha e só.

Lá fora o tempo e o mundo são solidões imensas para os meus pés voadores

A madrugada é fria. Eu, entre os cobertores, desnuda choro um mundo mentiroso e senil.

E no meu medo do imenso me agarro as minhas juras de não vender amores a este mundo vil

Vestígios

Postado em Uncategorized em Novembro 6, 2008 por dizcomverso

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Vestígios teus invadem minha carne…

Enjoam minha fome

 

A cidade tem mulheres às pencas

Mulheres que me deixariam saciado de afetos

Mas todas as putas mulheres têm os teus vestígios

 

Umas me ignoram tua face

Outras me escancaram teus sorrisos

E ah as que covardemente

Culpam-me por trazer -te comigo

Emboscada

Postado em Uncategorized em Outubro 21, 2008 por dizcomverso

 

O teu olhar pequeno

Espelho fez do meu

Que é todo nele adeus

Sabei porem agora que agora é todo teu

E esta lagrima que escorrega

Fria

      Suja

             Cega

Sabe apenas do que não quer

E implora pra que te vá

Seguires o que bem quiser

Rua

Postado em Uncategorized em Outubro 21, 2008 por dizcomverso

 

 

A rua é paradeiro

Parapeito de prédio

Esquina de puta

É para o efeito do tédio a sua despedida

 

A rua é o sujeito perfeito na noite vazia

Um olhar caçado a caça de companhia.

 

Rompendo em bares a rua é fria

Um cão ladrando para cara da burguesia

Caindo sobre os passos da cotidiana melodia